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05/09/2018

Tempo de atendimento ao público é estendido para cooperativas

Espera máxima de 30 minutos

A maioria dos vereadores aprovou o projeto de lei nº 031/2018 que trata da obrigatoriedade de atendimento de clientes, em tempo razoável, nas agências bancárias do município. De autoria do vereador Paulo Marcelo Silva (Paulão), o projeto altera a lei 1.829/2006, aumentando para 30 minutos o tempo máximo de espera em cooperativas de créditos que recebam não associados e que não possuam correspondente bancário. Para os outros bancos, prevalece o tempo máximo de 15 minutos de espera para atendimentos em qualquer setor.

A alteração da lei foi uma solicitação da cooperativa de crédito da cidade, que não vinha conseguindo cumprir o tempo estabelecido. O vereador Paulão trouxe a justificativa de que o número de atendimentos é maior com relação a outras instituições. Disse que a cooperativa trabalha de modo diferente, prestando serviços à não-associados. “A maioria dos bancos hoje, aqui no Carmo, por exemplo, não recebe pagamento de água, luz, telefone. Se quiser pagar, é no correspondente bancário. E a cooperativa faz esse atendimento até para quem não é associado. Hoje, a clientela é grande, tornando-se inviável o atendimento com menos de 30 minutos”.

O vereador Inácio Roberto Lopes (Inacinho dentista) não concorda e manifestou-se contrário ao projeto. Disse que as cooperativas já foram beneficiadas neste ano com uma redução do imposto sobre serviços (ISS) de 5% para 3%. “Agora nós vamos oferecer outra vantagem? Eu acho que é uma discriminação. Eu concordaria se visse que os outros bancos também não conseguiram atender o estabelecido, aumentando para meia hora para todos. Eu acho injusto”.

Em favor da alteração, o vereador João Paulo Castro Ferreira destacou o fato da cooperativa ser um empreendimento de Carmo do Rio Claro e a prestação de serviços ao cidadão carmelitano de modo geral. “A grande diferença está, na verdade, por ela receber contas que os outros bancos não recebem, mesmo de quem não é cooperado. Nós tivemos três bancos explodidos. Certamente, o volume de pagamento de conta cresceu demais e isso afeta diretamente no tempo de atendimento”.

A vereadora Angela Vitor votou contra a proposta. Alegou que pagamentos de contas podem ser feitos em outros locais, como lotérica, farmácias ou supermercados. Então, não justificaria o aumento de tempo de atendimento para cooperativas. “Esse argumento de que o banco está recebendo contas, isso foi uma opção dele. A nossa cooperativa foi quem quis fazer os contratos com as empresas para receber. Eu sou correntista da cooperativa e, às vezes, fica um funcionário, a gente fica lá um tempão, porque tem só um funcionário atendendo”.

A necessidade de aumentar o número de atendentes também foi trazida pelo vereador Juliano Alves da Silva (Pão de Queijo). Ele não concorda que a população tenha que se adequar ao prestador de serviço. “Tem que investir em atendimento. Qualquer documentação que vai mostrar ali, meia hora vai. O banco tem que se adequar à população e não ao contrário. Então, a gente vê as receitas do banco, um banco que trabalha sério, com pessoas idôneas, mas a gente não pode votar contra a população que também vai reclamar”. Juliano enfatizou a condição de pessoas que têm apenas o horário de almoço para resolver suas coisas e precisam de um atendimento rápido.

O vereador João dos Reis Vilela (João do Tiãozão) informou que, se a alteração não fosse feita, a cooperativa poderia paralisar a prestação de serviços a não associados. Desse modo, para não prejudicar a população que utiliza a cooperativa, foi favorável ao projeto.

O vereador Filipe Careilo, mesmo sendo autor do projeto que estabeleceu tempo de 15 minutos para todos os atendimentos bancários, foi favorável à proposta de 30 minutos para cooperativas. Ele concorda com o posicionamento dos vereadores contrários, mas destacou que a instituição passa por uma fase de transição. Disse que, depois que a nova sede for concluída e a mudança efetivada, o tempo de atendimento pode ser revisto novamente. Também destacou a possibilidade de paralisação de atendimentos a não associados. “O banco pode optar por não atender o não cooperado. Se o banco optar por não atender o não cooperado, vai prejudicar muita gente”.

A proposta dividiu opiniões e a votação terminou com cinco votos favoráveis contra três contrários, sendo eles dos vereadores Inácio, Angela e Juliano Pão de Queijo. O Presidente da Casa José Joaquim Silva (Zé Pequeno) não precisou votar, mas manifestou sua posição. “Eu estou de acordo com o que o Juliano falou. Eu acho que o banco tem que se adequar à população, não a população se adequar ao banco. Além do mais, o cooperado também é beneficiado. Se eu fosse votar aqui, eu ia votar contra”, concluiu.

 

 

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