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08/08/2018

Vereador participa de audiência sobre a Copasa na ALMG

Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Em nova oportunidade de denunciar o serviço prestado com falhas pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) em Carmo do Rio Claro, o vereador João Paulo Castro Ferreira participou, na terça-feira (07), da audiência pública que discutiu a precaridade do serviço oferecido pela Copasa. Promovida pela Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a audiência contou com a participação de representantes de mais de 20 municípios que levaram as mesmas reclamações.

Participação do vereador na audiência
Participação do vereador na audiência

O vereador João Paulo reclamou da falta de agilidade na conclusão das obras, relatou a cobrança de quase 100% relativa ao tratamento de esgoto que não é realizado por completo, sendo despejado inclusive a céu aberto, denunciou a fiscalização feita pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae) - que foi feita no carro da Copasa e em companhia do gerente regional da empresa – e cobrou soluções para essas questões que prejudicam a população atendida pela empresa.

João Paulo também criticou o Governo Estadual que vem parcelando o pagamento dos professores, prejudicando que esses arquem com suas despesas. Desse modo, sugeriu aos deputados da comissão que proponham que os vencimentos da conta de água sejam condicionados ao pagamento “Porque o Governo não paga os professores e cobra que a conta de água seja paga em dia, sob pena de corte”, justificou.

O vereador carmelitano também lamentou a ausência da Presidente da Copasa na audiência e relatou os benefícios que a companhia recebia em Carmo do Rio Claro como a isenção de pagamento de impostos e utilização de imóvel público para abrigar o escritório de forma não onerosa.

Um projeto de autoria do vereador derrubou essa isenção, que vinha desde 2006, e João Paulo ainda comunicou que buscará na justiça o ressarcimento ao município. “Vou fazer, os requerimentos já vão a plenário na segunda-feira, saber tudo o que deixou de ser recolhido nos últimos cinco anos para avaliar a possibilidade da Prefeitura recuperar, esse dinheiro é do contribuinte, ela não pode sair recebendo isenção dessa forma”, disse.

Os deputados Antônio Carlos Arantes e Fabiano Tolentino, presidente e vice da comissão, foram os responsáveis pela audiência e afirmaram que a situação trazida pelos representantes municipais é comum em todo local atendido pela Copasa e acreditam que parte do problema seja “a priorização dada à distribuição de dividendos aos acionistas da Copasa, em detrimento da qualidade dos serviços prestados”.

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